7. CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS MUNICÍPIOS SEDE DOS CAMPI DA UESB*
a) Vitória da Conquista
O município de Vitória da Conquista, onde se localiza o campus universitário e a administração central da UESB, além da sede administrativa, compreende onze distritos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE (2000), a população do município estimada para o ano 2006 foi de 290.042 habitantes, o que lhe confere ser o segundo município mais populoso do interior da Bahia.
O município teve, por muito tempo, como base econômica, a atividade agropecuária. No início dos anos 70 foi implantada a cultura do café, constituindo-se entre 1970 e 1987 a principal fonte de desenvolvimento local, que juntamente com a rodovia BR 116 (Rio - Bahia) deu um grande impulso ao seu desenvolvimento ( veja mapa abaixo). O segmento econômico de maior destaque pelo seu ritmo de crescimento se refere ao setor terciário, que corresponde a 50% da renda capitalizada no município e na geração do maior contingente de novos empregos. A prestação de serviços é o setor da atividade econômica que mais cresce no Município de Vitória da Conquista, oferecendo serviços em diversas áreas, a exemplo de transportes, gráficos, comunicações, saúde e educação, os quais vêm se ampliando e diversificando tanto no setor público como no privado (UESB/ PROJETO DE RECREDENCIAMENTO, 2002).
Sendo Vitória da Conquista o pólo de educação da região, oferece vagas do Ensino Fundamental à Pós-Graduação e ainda na Educação Profissional de nível técnico. O principal destaque na área educacional, nos últimos cinco anos, deve-se à Educação Superior, cuja contribuição socioeconômica e cultural dada pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB concorreu para o surgimento uma universidade Federal (a Universidade Federal da Bahia – UFBA) e de três instituições privadas de ensino superior
, aumentando, assim, a oferta de vagas e conseqüentemente os imigrantes de outras cidades e um maior acesso da comunidade aos cursos de graduação.
Cursos Oferecidos no campus de Vitória da Conquista:
Bacharelado: Administração; Agronomia; Ciência da Computação; Ciências Contábeis; Ciências Econômicas; Comunicação Social - Jornalismo; Direito; Engenharia Florestal e Medicina.
Licenciaturas: Ciências Biológicas; Física; Geografia; História; Letras Modernas(Português/Inglês e Respectivas Literaturas); Letras Vernáculas (Português e Literaturas da Língua Portuguesa) Matemática e Pedagogia.
b) Jequié
O município de Jequié está situado da região sudoeste da Bahia, encotrando-se estrategicamente a uma distância média de todos os pólos regionais do Estado, ou seja, 358km de Salvador; 150km de Vitória da Conquista; 140km de Ilhéus às margens da BR-166 e a 80km da BR-101.( veja mapa abaixo). O município possui uma área de 3113km2 e uma densidade demográfica de 56,15 hab./km2 A população estimada em 1998 foi de 174.796 habitantes, distribuídas na zona urbana com 81,59% (142.621 hab.) e na zona rural, 18,41% (32.175 hab.) (BAHIA, 2001).
Jequié é um município peculiar por situar-se entre a faixa litorânea úmida (mata) e o sertão semi-árido (caatinga). Apresenta três tipos de vegetação como a mata, caatinga e a chamada mata-de-cipó, o que possibilita uma maior diversificação na sua produção pecuária e agrícola, tendo o cacau durante muitos anos como a principal riqueza cultivada na zona da mata, considerada sustentáculo da sua economia.
Segundo Araújo (1971), os primeiros registros da história de Jequié datam de 1789. Sua formação é recente, pois em 1998 completou cem anos da sua emancipação política, portanto, não faz parte das cidades baianas da primeira geração, como as do Litoral e Recôncavo e as do Vale do Rio São Francisco.
De acordo com Araújo (1971), desde os primórdios da povoação, final do século XIX até os anos quarenta do século XX, foi crescente o desenvolvimento do município. No entanto, ao final dos anos cinqüenta, com a desativação da estrada de ferro que fazia a linha Jequié-Nazaré, o comércio e o fluxo de pessoas para o município diminuíram, repercutindo no desenvolvimento local.
O asfaltamento da BR-116, no início dos anos sessenta, fez surgir o novo pólo econômico de Vitória da Conquista como centro de atração dos novos investimentos no sudoeste do Estado, atraindo para aquele município, comerciantes, industriais, agricultores, profissionais liberais e prestadores de serviços.
Entretanto, a partir dos anos oitenta, a situação de Jequié voltou a se transformar com os consideráveis investimentos no saneamento básico, urbanização, rede de distribuição de água encanada, educação e uma grande melhoria no setor de serviços, o que determinou um reaquecimento da economia local. Atualmente, a caprino cultura desenvolvida no semi-árido é considerada uma atividade econômica crescente, como também a cafeicultura, incorporando-se como fontes de renda do município assim como projetos de fruticultura às margens da Barragem de Pedra, no Rio de Contas e a instalação da estação de piscicultura.
O seu parque industrial tem o predomínio das fábricas de confecções que, nos anos setenta foram responsáveis por mais da metade da produção do Estado e que hoje, apesar de não mais deter essa hegemonia, ainda responde pela maior oferta de empregos do município. O setor de alimentos como laticínios, biscoitos, refrigerados, frigorificados, polpas de frutas, dentre outros, vem crescendo na última década como um novo setor industrial, em conseqüência da política de incentivos fiscais do município.
No setor Saúde, Jequié é sede da 13ª Diretoria Regional de Saúde (13ª DIRES) do Estado da Bahia, cujas atribuições são assessorar e acompanhar tecnicamente, além de coordenar as atividades de saúde nos 23 municípios sobre sua jurisdição, através do processo de descentralização das ações de saúde, capacitação dos recursos humanos, cadastramento e credenciamento dos estabelecimentos de Saúde, alimentação dos bancos de dados da Saúde, através dos Sistemas de Informações.
O Setor Educacional tem sido a motriz diretiva da busca do desenvolvimento do Município, em conseqüência da inserção da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, sediada em Vitória da Conquista, com Campus em Itapetinga e Jequié, que mantém neste último os cursos de graduação em Odontologia, Enfermagem, Educação Física, Fisioterapia, Ciências Biológicas, Química, Matemática, Pedagogia, Letras dentre outros.
Cursos Oferecidos no campus de Jequié:
Bacharelados: Ciências Biológicas – Genética;Educação Física; Enfermagem; Farmácia; Fisioterapia; Odontologia; Pedagogia; Química e Sistemas de Informação.
Licenciaturas: Ciências Biológicas; Ciências Biológicas – Águas Continentais; Letras Vernáculas - Português e Literaturas da Língua Portuguesa; Matemática com Enfoque em Informática e Química
c) Itapetinga
O Município de Itapetinga, emancipado em 12 de dezembro de 1952, pelo Decreto Estadual n.º 508, possui uma área de 1.615,4 km², contando, além da sede administrativa, com dois distritos: Bandeira do Colônia e Palmares. Itapetinga possui uma população de 54.787 habitantes (IBGE, 2000) e fica situada a 571 km de Salvador, 102 km de Vitória da Conquista e 184 km do Porto de Ilhéus. A oferta de novos postos de trabalho contribuiu para a redução do êxodo da população e gerou um significativo aumento populacional no período de 1996 a 2000. A pecuária bovina é a principal atividade econômica do município, destacam-se ainda os rebanhos ovino, eqüino e muar. O rebanho bovino é formado por mais de 900.000 cabeças. O município possui o maior matadouro frigorífico da região, o Mafrip, que produz cerca de 1.600 toneladas de carne por mês, abatendo oito mil bois/mês.
Além da pecuária, o comércio e a indústria estão cada vez mais presentes. Conforme registro da Junta Comercial do Estado da Bahia (JUCEB), em 2000, o município possui 204 indústrias e 2.338 estabelecimentos comerciais. Desde 1998, com o surgimento do pólo industrial, localizado na interseção da BR 415, numa área 50 ha, o município dinamizou sua economia ampliando em pelo menos 3.309, o número de empregos diretos e indiretos, com a instalação da fábrica de calçados Azaléia.
A indústria de produtos alimentícios também é destaque no município, que conta com fábricas de produtos derivados do leite, entre elas, a Vale Dourado e a Cooleite. Itapetinga conta ainda com indústrias de vestuários e bicicletas, dentre outras.
A cidadade de Itapetinga é integrada com o sistema viário nacional, estadual e regional, pelas seguintes rodovias: BR 263, BR 101, BR 191, BA 324, BA 130, BA 270, BA 953, BA 670 (veja mapa abaixo).
No turismo, Itapetinga dispõe do único zoológico do interior da Bahia, o Parque da Matinha, com uma enorme área verde que abriga espécies de animais silvestres e exóticas em cativeiro, inclusive espécies em extinção. O Parque Poliesportivo da Lagoa, com um cenário magnífico, oferece boas opções de lazer para quem está procurando diversão e ar puro, dispondo de quadras de vôlei e futebol de salão, além de pista de cooper, pedalinho, bares e restaurantes. Outro ponto turístico é a Igrejinha de Pedra do Recanto Indiano, onde se encontra o memorial Juvino Oliveira, que foi um dos pioneiros na fundação do município e dá nome ao campus universitário da UESB nessa cidade.
No que diz respeito aos meios de comunicação, Itapetinga conta com serviço de telefonia fixa e móvel. Possui emissoras de AM e FM, dois jornais semanais e recepção de seiscanais de televisão.
A Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, diante do seu compromisso de prestar à comunidade uma educação superior gratuita e de qualidade, vem apresentar ao Conselho Estadual de Educação do Estado da Bahia, o pedido de reconhecimento do curso de graduação em Engenharia de Alimentos. O referido curso é o primeiro do gênero oferecido pela UESB que tradicionalmente já vem se consolidando nas áreas das Ciências Humanas, Sociais e da Saúde.
O Curso de Engenharia de Alimentos foi reconhecido pelo Governo Federal através do Decreto Lei 68.644 de 21/05/1971 e seu currículo mínimo foi estabelecido na nova concepção de ensino de Engenharia no Brasil nas resoluções do Conselho Federal de Educação 48/76 e 52/76 e Portaria 1.695/94 do Ministério da Educação e dos Desportos.
O profissional de Engenharia de Alimentos, vem atender a uma demanda crescente da sociedade, no que se refere à formação de um profissional capaz de desenvolver novas tecnologias de produção, melhoramento, controle e processamento de alimentos, tão presentes no mundo globalizado. Este profissional, ao mesmo tempo em que está desafiado a inovar, se vê diante de um desafio maior, que é contribuir para a formação de um mundo mais justo e humano, onde todos possam, no mínimo, ter direito a alimentação básica.
Por estas e outras razões, a UESB entende a importância do profissional de engenharia que pretende inserir na sociedade, tendo a certeza de que o tempo que está por vir atestará esta confiança.
Este projeto tem por base a Resolução CEE 017/01, a qual dispõe sobre o Reconhecimento e Renovação de cursos superiores de Instituições Públicas do Sistema Estadual de Ensino. sua organização segue o disposto no Art. 3º da resolução aludida, nos seus incisos I e II. Também faz parte do mesmo, a documentação solicitada no Art. 9º, incisos I e II.
No setor educacional, Itapetinga possui 58 estabelecimentos de Ensino Fundamental, seis estabelecimentos de Ensino Médio, com destaque para EMARC – Escola Média de Agropecuária Regional da CEPLAC, mantida pelo Governo Federal, e uma instituição de Ensino Superior, o campus da UESB.
Cursos Oferecidos no campus de Itapetinga:
Ciências Biológicas; Engenharia Ambiental; Engenharia de Alimentos; Pedagogia; Química; Zootecnia.
* Informações cedidas pela AGESPI/Uesb