quarta-feira, 26 de novembro de 2008

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

1. APRESENTAÇÃO


Este trabalho dista de uma abordagem sobre o fluxo de alunos de outras localidades da região Sudoeste da Bahia, onde se encontra localizada a UESB, de todo o estado da Bahia e do Brasil que vêm estudar na citada instituição e acaba provocando modificações na sua infra-estrutura interna e da região.

Para esta retratar esta realidade é visto todo um panorama geral da estrutura acadêmica: graduação, pór-graduação, extensão e pesquisa; da estrutura física e da importância da universidade na região, inclusive como pólo de atração, para que as pessoas venham estudar na instiuição mediante o que ela oferece e que em contrapartida acabam por modificar e contribuir contribue para o seu crescimento local.

A análise passa então por uma abordagem dos elementos internos e ou endógenos à região tendo a UESB como um forte elemento de desenvolvimento regional e por consegüinte social do Sudoeste da Bahia.

Assim, o motivo principal que se têm para esta abordagem é poder vislumbrar o quanto a UESB tem atraído pessoas das mais variadas regiões do país em virtude do sua estrutura, do seu crescimento e da importância que tem assumido regionalmente nos últimos anos.

2. OBJETIVOS:

a) Geral:

Demonstrar os elementos motivadores que provocam o fluxo de estudantes de cidades da Bahia e do Brasil para a UESB.

b) Específicos:

Apontar os principais elementos internos de atração da UESB na região;

Demonstrar o perfil dos fluxos dos alunos de outras localidades que vêm na UESB;

Caracterizar UESB como pólo de atração regional no Sudoeste da Bahia.


3. PROBLEMA

A quantidade de alunos que se vem estudar na UESB de outras regiões da Bahia e do Brasil tem levado a um crescimento bastante acentuado da instituição e da região onde ela se localiza, criando uma pressão ao desenvolvimento de serviços básicos na região e da própria infra-estrutura da universidade que tem buscado mecanismos de crescimento infra-estrutural e de cursos para atender esta demanda.


4. HIPÓTESES

A UESB é um grande centro tecnológico da região Sudoeste da Bahia.

A UESB é um setor que cresce e provoca o crescimento da região onde se localiza.

Os estudantes vêm de diversas regiões do país para estudarem na UESB.


5. ESTADO DA ARTE

A UESB é hoje a universidade mais importante da região Sudoeste da Bahia e tem sido foco de atração de inúmeros estudantes de outras regiões da Bahia e do Brasil por oferecer diversos curso - cerca de 36 tipos nas áreas de administração, economia, ciências-sociais, saúde, engenharia, ciências agrárias e outras e também por oferecer uma boa infra-estrutura física que vem proporcionando um ensino de qualidade, reconhecido e de referência na região, provocando inclusive o desenvolvimento local.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

LOCALIZAÇÃO E ASPECTOS FÍSICOS

6. LOCALIZAÇÃO E ASPECTOS FÍSICOS


A UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia) é uma universidade multi-campi localizada na região Sudoeste da Bahia - Brasil (Classificação econômica segundo a SEI - Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia, conforme mostra mapa abaixo:

http://www.flickr.com/photos/mapasgraficos/3058987272/sizes/o/

Os municípios onde estão localizados os campi da UESB têm aspectos físicos muito parecidos em tipos de vegetação, índices pluviométricos, clima, solo e temperatura, sendo que somente os tipos de relevo e altitude acabam se diferindo mais entre os locais, ver: http://www.flickr.com/photos/mapasgraficos/sets/72157609199836727/detail/


Eles estão inclusos em uma faixa denominada Poligono das Secas da região Nordeste do Brasil, onde os índices pluviométricos variam entre 300 a 80omm/ano, o clima é semi árido e a vegetação de caatinga, e que inclui vários municípios do chamado Semi Árido da Bahia.

CARACTERIZAÇÃO DOS MUNICÍPIOS DOS CAMPI DA UESB

7. CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS MUNICÍPIOS SEDE DOS CAMPI DA UESB*

a) Vitória da Conquista

O município de Vitória da Conquista, onde se localiza o campus universitário e a administração central da UESB, além da sede administrativa, compreende onze distritos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE (2000), a população do município estimada para o ano 2006 foi de 290.042 habitantes, o que lhe confere ser o segundo município mais populoso do interior da Bahia.

O município teve, por muito tempo, como base econômica, a atividade agropecuária. No início dos anos 70 foi implantada a cultura do café, constituindo-se entre 1970 e 1987 a principal fonte de desenvolvimento local, que juntamente com a rodovia BR 116 (Rio - Bahia) deu um grande impulso ao seu desenvolvimento ( veja mapa abaixo). O segmento econômico de maior destaque pelo seu ritmo de crescimento se refere ao setor terciário, que corresponde a 50% da renda capitalizada no município e na geração do maior contingente de novos empregos. A prestação de serviços é o setor da atividade econômica que mais cresce no Município de Vitória da Conquista, oferecendo serviços em diversas áreas, a exemplo de transportes, gráficos, comunicações, saúde e educação, os quais vêm se ampliando e diversificando tanto no setor público como no privado (UESB/ PROJETO DE RECREDENCIAMENTO, 2002).




Sendo Vitória da Conquista o pólo de educação da região, oferece vagas do Ensino Fundamental à Pós-Graduação e ainda na Educação Profissional de nível técnico. O principal destaque na área educacional, nos últimos cinco anos, deve-se à Educação Superior, cuja contribuição socioeconômica e cultural dada pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB concorreu para o surgimento uma universidade Federal (a Universidade Federal da Bahia – UFBA) e de três instituições privadas de ensino superior, aumentando, assim, a oferta de vagas e conseqüentemente os imigrantes de outras cidades e um maior acesso da comunidade aos cursos de graduação.

Cursos Oferecidos no campus de Vitória da Conquista:

Bacharelado: Administração; Agronomia; Ciência da Computação; Ciências Contábeis; Ciências Econômicas; Comunicação Social - Jornalismo; Direito; Engenharia Florestal e Medicina.
Licenciaturas: Ciências Biológicas; Física; Geografia; História; Letras Modernas(Português/Inglês e Respectivas Literaturas); Letras Vernáculas (Português e Literaturas da Língua Portuguesa) Matemática e Pedagogia.

b) Jequié

O município de Jequié está situado da região sudoeste da Bahia, encotrando-se estrategicamente a uma distância média de todos os pólos regionais do Estado, ou seja, 358km de Salvador; 150km de Vitória da Conquista; 140km de Ilhéus às margens da BR-166 e a 80km da BR-101.( veja mapa abaixo). O município possui uma área de 3113km2 e uma densidade demográfica de 56,15 hab./km2 A população estimada em 1998 foi de 174.796 habitantes, distribuídas na zona urbana com 81,59% (142.621 hab.) e na zona rural, 18,41% (32.175 hab.) (BAHIA, 2001).



Jequié é um município peculiar por situar-se entre a faixa litorânea úmida (mata) e o sertão semi-árido (caatinga). Apresenta três tipos de vegetação como a mata, caatinga e a chamada mata-de-cipó, o que possibilita uma maior diversificação na sua produção pecuária e agrícola, tendo o cacau durante muitos anos como a principal riqueza cultivada na zona da mata, considerada sustentáculo da sua economia.

Segundo Araújo (1971), os primeiros registros da história de Jequié datam de 1789. Sua formação é recente, pois em 1998 completou cem anos da sua emancipação política, portanto, não faz parte das cidades baianas da primeira geração, como as do Litoral e Recôncavo e as do Vale do Rio São Francisco.

De acordo com Araújo (1971), desde os primórdios da povoação, final do século XIX até os anos quarenta do século XX, foi crescente o desenvolvimento do município. No entanto, ao final dos anos cinqüenta, com a desativação da estrada de ferro que fazia a linha Jequié-Nazaré, o comércio e o fluxo de pessoas para o município diminuíram, repercutindo no desenvolvimento local.

O asfaltamento da BR-116, no início dos anos sessenta, fez surgir o novo pólo econômico de Vitória da Conquista como centro de atração dos novos investimentos no sudoeste do Estado, atraindo para aquele município, comerciantes, industriais, agricultores, profissionais liberais e prestadores de serviços.

Entretanto, a partir dos anos oitenta, a situação de Jequié voltou a se transformar com os consideráveis investimentos no saneamento básico, urbanização, rede de distribuição de água encanada, educação e uma grande melhoria no setor de serviços, o que determinou um reaquecimento da economia local. Atualmente, a caprino cultura desenvolvida no semi-árido é considerada uma atividade econômica crescente, como também a cafeicultura, incorporando-se como fontes de renda do município assim como projetos de fruticultura às margens da Barragem de Pedra, no Rio de Contas e a instalação da estação de piscicultura.

O seu parque industrial tem o predomínio das fábricas de confecções que, nos anos setenta foram responsáveis por mais da metade da produção do Estado e que hoje, apesar de não mais deter essa hegemonia, ainda responde pela maior oferta de empregos do município. O setor de alimentos como laticínios, biscoitos, refrigerados, frigorificados, polpas de frutas, dentre outros, vem crescendo na última década como um novo setor industrial, em conseqüência da política de incentivos fiscais do município.

No setor Saúde, Jequié é sede da 13ª Diretoria Regional de Saúde (13ª DIRES) do Estado da Bahia, cujas atribuições são assessorar e acompanhar tecnicamente, além de coordenar as atividades de saúde nos 23 municípios sobre sua jurisdição, através do processo de descentralização das ações de saúde, capacitação dos recursos humanos, cadastramento e credenciamento dos estabelecimentos de Saúde, alimentação dos bancos de dados da Saúde, através dos Sistemas de Informações.

O Setor Educacional tem sido a motriz diretiva da busca do desenvolvimento do Município, em conseqüência da inserção da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, sediada em Vitória da Conquista, com Campus em Itapetinga e Jequié, que mantém neste último os cursos de graduação em Odontologia, Enfermagem, Educação Física, Fisioterapia, Ciências Biológicas, Química, Matemática, Pedagogia, Letras dentre outros.

Cursos Oferecidos no campus de Jequié:

Bacharelados: Ciências Biológicas – Genética;Educação Física; Enfermagem; Farmácia; Fisioterapia; Odontologia; Pedagogia; Química e Sistemas de Informação.
Licenciaturas: Ciências Biológicas; Ciências Biológicas – Águas Continentais; Letras Vernáculas - Português e Literaturas da Língua Portuguesa; Matemática com Enfoque em Informática e Química


c) Itapetinga

O Município de Itapetinga, emancipado em 12 de dezembro de 1952, pelo Decreto Estadual n.º 508, possui uma área de 1.615,4 km², contando, além da sede administrativa, com dois distritos: Bandeira do Colônia e Palmares. Itapetinga possui uma população de 54.787 habitantes (IBGE, 2000) e fica situada a 571 km de Salvador, 102 km de Vitória da Conquista e 184 km do Porto de Ilhéus. A oferta de novos postos de trabalho contribuiu para a redução do êxodo da população e gerou um significativo aumento populacional no período de 1996 a 2000. A pecuária bovina é a principal atividade econômica do município, destacam-se ainda os rebanhos ovino, eqüino e muar. O rebanho bovino é formado por mais de 900.000 cabeças. O município possui o maior matadouro frigorífico da região, o Mafrip, que produz cerca de 1.600 toneladas de carne por mês, abatendo oito mil bois/mês.

Além da pecuária, o comércio e a indústria estão cada vez mais presentes. Conforme registro da Junta Comercial do Estado da Bahia (JUCEB), em 2000, o município possui 204 indústrias e 2.338 estabelecimentos comerciais. Desde 1998, com o surgimento do pólo industrial, localizado na interseção da BR 415, numa área 50 ha, o município dinamizou sua economia ampliando em pelo menos 3.309, o número de empregos diretos e indiretos, com a instalação da fábrica de calçados Azaléia.

A indústria de produtos alimentícios também é destaque no município, que conta com fábricas de produtos derivados do leite, entre elas, a Vale Dourado e a Cooleite. Itapetinga conta ainda com indústrias de vestuários e bicicletas, dentre outras.

A cidadade de Itapetinga é integrada com o sistema viário nacional, estadual e regional, pelas seguintes rodovias: BR 263, BR 101, BR 191, BA 324, BA 130, BA 270, BA 953, BA 670 (veja mapa abaixo).



No turismo, Itapetinga dispõe do único zoológico do interior da Bahia, o Parque da Matinha, com uma enorme área verde que abriga espécies de animais silvestres e exóticas em cativeiro, inclusive espécies em extinção. O Parque Poliesportivo da Lagoa, com um cenário magnífico, oferece boas opções de lazer para quem está procurando diversão e ar puro, dispondo de quadras de vôlei e futebol de salão, além de pista de cooper, pedalinho, bares e restaurantes. Outro ponto turístico é a Igrejinha de Pedra do Recanto Indiano, onde se encontra o memorial Juvino Oliveira, que foi um dos pioneiros na fundação do município e dá nome ao campus universitário da UESB nessa cidade.

No que diz respeito aos meios de comunicação, Itapetinga conta com serviço de telefonia fixa e móvel. Possui emissoras de AM e FM, dois jornais semanais e recepção de seiscanais de televisão.
A Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, diante do seu compromisso de prestar à comunidade uma educação superior gratuita e de qualidade, vem apresentar ao Conselho Estadual de Educação do Estado da Bahia, o pedido de reconhecimento do curso de graduação em Engenharia de Alimentos. O referido curso é o primeiro do gênero oferecido pela UESB que tradicionalmente já vem se consolidando nas áreas das Ciências Humanas, Sociais e da Saúde.

O Curso de Engenharia de Alimentos foi reconhecido pelo Governo Federal através do Decreto Lei 68.644 de 21/05/1971 e seu currículo mínimo foi estabelecido na nova concepção de ensino de Engenharia no Brasil nas resoluções do Conselho Federal de Educação 48/76 e 52/76 e Portaria 1.695/94 do Ministério da Educação e dos Desportos.

O profissional de Engenharia de Alimentos, vem atender a uma demanda crescente da sociedade, no que se refere à formação de um profissional capaz de desenvolver novas tecnologias de produção, melhoramento, controle e processamento de alimentos, tão presentes no mundo globalizado. Este profissional, ao mesmo tempo em que está desafiado a inovar, se vê diante de um desafio maior, que é contribuir para a formação de um mundo mais justo e humano, onde todos possam, no mínimo, ter direito a alimentação básica.

Por estas e outras razões, a UESB entende a importância do profissional de engenharia que pretende inserir na sociedade, tendo a certeza de que o tempo que está por vir atestará esta confiança.

Este projeto tem por base a Resolução CEE 017/01, a qual dispõe sobre o Reconhecimento e Renovação de cursos superiores de Instituições Públicas do Sistema Estadual de Ensino. sua organização segue o disposto no Art. 3º da resolução aludida, nos seus incisos I e II. Também faz parte do mesmo, a documentação solicitada no Art. 9º, incisos I e II.

No setor educacional, Itapetinga possui 58 estabelecimentos de Ensino Fundamental, seis estabelecimentos de Ensino Médio, com destaque para EMARC – Escola Média de Agropecuária Regional da CEPLAC, mantida pelo Governo Federal, e uma instituição de Ensino Superior, o campus da UESB.

Cursos Oferecidos no campus de Itapetinga:

Ciências Biológicas; Engenharia Ambiental; Engenharia de Alimentos; Pedagogia; Química; Zootecnia.


* Informações cedidas pela AGESPI/Uesb

domingo, 23 de novembro de 2008

A GRADUAÇÃO NA UESB

8. ESTRUTURA GERAL DE GRADUAÇÃO


A UESB é uma instituição pública com 36 cursos de graduação implantados atualmente nas áreas de ciências exatas e da terra, engenharias, ciências da saúde, ciências agrárias, ciências sociais aplicadas e humanas, sendo que 19 são bacharelados e 17 licenciaturas, conforme gráficos a seguir:


Disponível em: http://www.flickr.com/photos/mapasgraficos/3045884870/sizes/m/

A área de Ciências Sociais Aplicadas envolve três cursos de bacharelado, sendo todos concentrados em Vitória da Conquista e todos com 40 vagas.

A área de Saúde abrange vários cursos, sendo bastante extensa, onde dentre os seus 12 cursos, o de medicina está em Conquista, um de Ciências Biológicas e o restante no campus de Jequié. As vagas variam de 20 a 40. São cursos, na sua maioria de bacharelado e 05 Licenciaturas do total. As vagas variam de 20 a 40.




A área das Ciências Agrárias, Conquista agrega dois cursos de bacharelado e Itapetinga um outro de bacharelado. O número de vagas varia entre 25 a 50 alunos.


Disponível em: http://www.flickr.com/photos/mapasgraficos/3045879516/sizes/m/


A área de Ciências Exatas e da Terra possui 08 cursos, sendo 03 de bacharelado e o restante de Licenciatura com apenas um no campus de Itapetinga e os outros distribuídos por Jequié e Conquista. As vagas variam de 20 a 40.




A área de Ciências Humanas envolve 11 cursos, na sua maioria concentrados em Conquista e de Licenciatura. As vagas variam de 30 a 40.



A área de Engenharias da UESB possui dois cursos de Bacharelado concentrados em Itapetinga, com vagas de 35 a 40.

Os meios de ingresso dos alunos são realizados através do concurso vestibular anual, que conta hoje com cerca de 16.000 inscritos de várias partes do Estado da Bahia e até do país, e o pelo processo de transferência de alunos de outras instituições sejam nacionais ou estrangeiras que têm engrossado as fileiras de alunos que pleiteiam uma vaga na instituição.

Dentre suas ações na graduação a Universidade possui o Programa de bolsa de monitoria das disciplinas que atraem os alunos para trabalharem junto aos docentes nas mais variadas áreas do conhecimento o que vem acrescentar na formação acadêmica dos mesmos e os seguintes programas, de amplitude externa: Programa de Formação de Professores (Redes Estadual e Municipal de Ensino) e o Programa de Educação à Distância (Convênio UESB/UFRPE – Licenciatura em Física e UESB/UNB – Curso de Formação continuada em Mídias na Educação), ambos voltados para à formação e profissionalização de docentes para o ensino infantil e fundamental atraindo pessoal de toda a região.

sábado, 22 de novembro de 2008

A PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO NA UESB

9. A ESTRUTURA GERAL DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO

Na pesquisa, são 429 projetos em desenvolvimento em 2007, 67 grupos certificados no diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq. 67 grupos de pesquisa certificados no Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq, 227 alunos bolsistas do programa FAPESB-PIBIC-CNPq-UESB, 42 bolsistas CNPq, 150 da FAPESB (IC E IC JR) e 35 bolsas da UESB, sendo que ainda existe o Programa de Bolsas de Iniciação Científica Júnior destinadas a alunos do ensino médio, contando já em 2006 com 50 bolsas, veja gráfico.

Disponível em: http://www.flickr.com/photos/mapasgraficos/3045062381/sizes/m/

Os projetos de pesquisa são muito signficativos e as áreas onde encontramos muitos projetos concentrados podem estar associadas ao número de cursos, como o caso das Ciências Biológicas, entretanto tem área com poucos cursos que concentram um significado número de projetos de pesquisa em relação ao todo, como é o caso da área de Ciências Agronômicas. Outras áreas, por terem cursos, mais recentes, basicamente não apresentam projetos de pesquisa, como é o caso da área de Engenharias.

Na pós-graduação têm-se atualmente quatro programas strictu sensu próprios a nível de mestrado recomendados pela CAPES (Coordenação de Pessoal de Nível Superior), com áreas de concentração em Fitotecnia, Agronomia, Química e Engenharia de Alimentos. São 132 docentes e oito técnicos afastados para pós-graduação, todos com ajuda de custo. Tendo-se um quadro de qualificação formado por 345 mestres e 133 doutores, números que estão acima dos determinados pela LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), conforme gráfico:



O número de mestres é sempre bem significativo em relação ao de doutores, porém em ambos os caso, o mais notável é o crescimento deste índice tanto em um caso como no outro, o que demonstra um desenvolvimento da qualificação dos docentes na instituição.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A EXTENSÃO NA UESB

10. A ESTRUTURA GERAL DA EXTENSÃO


Na extensão são diversas as ações através de cursos, eventos, projetos, programas e prestação de serviços através de parcerias e convênios com instituições governamentais e não governamentais que envolvem em média cerca de 35 mil pessoas nas regiões Sudoeste e Centro-Sul do Estado.

As ações extencionistas envolvem: Ação Comunitária (Centro de Extensão Comunitária, Assistência Estudantil, Centro de Aperfeiçoamento Profissional, Núcleo de Práticas Jurídicas, Núcleo de Saúde e Bem Estar da Uesb – NUSBE), Ação Cultural (Programa Estação Cultural, Festival UESB de Música, Teatro Glauber Rocha, Museu Regional de Vitória da Conquista, Museu Pedagógico - Casa Padre Palmeira, Sistema de Rádio e Televisão UESB, Editora Uesb) e Programas e Projetos (Edital de Financiamento Interno, Editais de Financiamento Externo, Pólo Arte na Escola, Programa ReciclaUESB, Programa Janela Indiscreta e Participação Docente em Eventos Externos.

Porém, de todas ests ações merecem destaque as voltadas para a classe estudantil conforme se ver no gráfico abaixo:

Também os atendimentos de enfermaria, psicológico e social é notável na UESB, como apoio ao do discente na instituição, procurando-se assim através destas ações conferir-lhes um aparato de bem estar e segurança.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A INFRA-ESTRUTURA NA UESB

11. A INFRA ESTRUTURA GERAL DA UESB


Na Infra-estrutura a UESB por possuir três campi acaba sendo uma mega estrutura, conforme já mencionado, são muitas salas de aula – uma média de dois módulos por campus e com vistas à construção de mais um em cada campus em 2009, bibliotecas, laboratórios, setores administrativos (colegiados, departamentos, gerências de graduação, pós-graduação e extensão, secretarias, gerências financeiras e administrativas, prefeituras, serviços gerais, auditórios, teatro e outros), diretórios acadêmicos e outros cujos setores são peculiares à cada campus, por conta dos cursos existentes, como por exemplo: uma estação meteorológica sob administração do curso de Geografia em Vitória da Conquista, uma clínica de Fisioterapia em Jequié por conta do curso existente e um setor de bovinocultura ligado ao curso de Zootecnica em Itapetinga.

Além disto ainda existem os setores externos sob administração da universidade como são os casos do Núcleo de Direito e Empresas Juniores em Conquista, além das extensões eternas da universidade que funcionam fora dos campi, como em Jequié com o Módulo de Odontologia e em Itapetinga com o Módulo Administrativo.

Porém, convém destacar a infra-estrutura dedicada ou diretamente ligada ao discente, conforme gráfico abaixo:

Os laboratórios são em grande número e os alunos estão diretamente envolvidos com eles através das atividades de sala de aula, monitoria ou bolsa de pesquisa e extensão, conforme já mencionado em item anterior. Os outros setores como bibliotecas, salas de informática, lanchonetes, reprografia são muito frequentados e utilizados pelos alunos, porém ocupam um percentual menor por serem em menor quantidade e por último vem as estruturas de restaurante, centro acadêmicos, setor de saúde, centro esportivos e caixas eletrônicos como itens também significativamente utilizados pelos discentes.

Os laboratórios, em total de 166 (Dados de 2007), estão ligados às áreas de conhecimento conforme gráfico:

Disponível em: http://www.flickr.com/photos/mapasgraficos/3045060415/sizes/m/


Os laboratórios das áreas de Letras, Engenharias e Ciências Sociais Aplicadas tem domínio no campus de Vitória da Conquista, já os laboratórioas das áreas de Ciências Humanas, Ciências Bilológicas e Ciências Exatas e da Terra, possuem uma distribuição de laboratórios mais eqüitativa entre os campi e finalmente nas Ciências Agrárias o campus de Vitória da Conquista, possui um certo domínio sobre o campus de Itapetinga, onde ocorrem estes tipos de cursos.

No caso das Bibliotecas estas possuem um acervo geral formado por material convencional (livros, periódicos, folhetos e teses) e material não convencional (relatórios, catálogos, publicações oficiais). Tanto a aquisição de livros como de periódicos é feita a partir da demanda dos cursos, indicados pelos colegiados e departamentos o0 que contribui significativamente para o aumento do acervo, onde se pode observar, conforme o gráfico:


O acervo de livros sempre é maior, no ano de 2000 a Biblioteca foi totalmente informatizada e hoje registra-se 120.052 exemplares e 50.253 títulos de livros, e várias assinaturas nas áreas do conhecimento humano, com 32.221 exemplares e 4.942 títulos de periódicos.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

UM BREVE ESBOÇO DA IMPORTÂNCIA DA UESB

12. ORIGEM E IMPORTÂNCIA DA UESB


A UESB foi construída em 1980 e origina-se das antigas Faculdades de formação de Professores de Vit. da Conquista e Jequié, sendo regulamentada pelo Decreto 28.169 de 25 de agosto de 1981. Assim toda a estrutura física e de funcionalidades destas faculdades foram transferidas para a instituição.

A idéia do governo, com a criação da UESB, era interiorizar o ensino superior através destas três regiões e assim promover o fortalecimento das cidades sedes e circunvizinhas à estes centros educacionais.

A UESB foi ao longo dos anos evoluindo em número de cursos, atividades extensionistas e de pesquisa, mostrando um forte desempenho no ensino, extensão e pesquisa que muito veio impulsionar seu crescimento nos últimos anos, tanto internamente quanto externamente, ou seja, o papel da universidade passa a representar um importante traço no desenvolvimento local e social.

Dentro deste contexto a UESB como uma estrutura multi campi tem no campus da cidade de Vit. da Conquista sua administração central e a grande maioria dos cursos, perfazendo um total de 36 junto aos campi de Itapetinga e Jequié, entre licenciaturas, bacharelados e engenharias.

Na pesquisa, a UESB têm um papel cada vez mais significante ao agregar agências de fomentos às mesmas, que muito contribuem para o engajamento do seu corpo de profissionais na busca de conhecimentos sobre assuntos locais, exercendo assim o papel de melhoramento do conhecimento dos problemas regionais.

Na extensão a UESB amplia a sua ação em atividades sócio-culturais que abrem cada vez mais as portas da instituição à comunidade causando um estreitamento de relação entre ambas.

A UESB, vem exercendo um papel de grande relevância na região contribuindo para o desenvolvimento da economia local através de fatores que refletem diretamente no dinamismo da sociedade seja na sua conduta profissional, cultural ou mesmo de melhor aquisição financeira.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

ESTUDANTES DE OUTRA LOCALIDADE NA UESB

13. IMIGRAÇÃO DE ESTUDANTES PARA A UESB

É grande o fluxo de pessoas que vêm de regiões circunvizinhas, municípios da Bahia e outros estados do Brasil para realizarem concurso vestibular e estudar na UESB; veja o mapa:




O campus da UESB de Vitória da Conquista é utilizado aqui como referência para se entender melhor estes movimentos que se tornam cada vez mais significativos, com pessoas oriundos principalmente dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, seguindos de alguns estados nordestinos como: Alagoas, Pernambuco, Ceará e Sergipe, depois por estados da região Centro-Oeste como: Rondônia, Mato Grosso do Sul e Góias e finalmente por um estado do sul do país, que é o Rio Grande do Sul.

No estado da Bahia, pode-se visualizar a seguinte situação através do mapa abaixo:


Mais uma vez a UESB do campus de Vitória da Conquista, é utilizado aqui como referência e pode-se perceber que o fluxo de alunos dos municípios baianos para a UESB é bastante significativo, abrangendo uma grande quantidade deles, tais como: Barra do Choça, Planalto, Poções, Anagé, Belo Campo, Itambé, Cândido Sales, Tremedal e outros municípios mais próximos; como de outros mais distantes como: Caatiba, Eunápolis, Nova Canaã, Ilheús, Itabuna, Feira de Santana, Santa Cruz de Cabrália, Barreiras, Ibotirana, Xique-Xique, Morro do Chapéu, Senhor do Bonfim, Paulo Afonso, Lauro de Freitas, Salvador, Cruz das Almas, Maracás, Camacã, Alcobaça e tantos outros, citando-se aqui apenas os mais conhecidos.

Em uma escala mais próxima, pode-se observar que na própria região Sudoeste, a quase totalidade dos municípios demandam estudantes para fazerem cursos superiores na UESB; tem-estudantes de municípios como Potiraguá, Itiruçu, Jequié, Poções, Planalto, Tremedal, Belo Campo e outros, conforme se observa no mapa abaixo:



Nesta situação pode-se observar que a UESB tem verdadeiramente um grande papel de atração de estudantes das suas localidades próximas; vale ressaltar um dado que é o fato de, em algumas vezes, sendo as cidades muito próximas estes estudantes acabam vindo à universidade apenas para estudar e ficam geralmente durante todo o dia e retornam para os seus lares no final do expediente; estes grupos formam um movimento diário de pessoas entre os municípios envolvidos e para tanto até conseguem ônibus cedidos pelas prefeituras locais ou se deslocam em microônibus fretados exatamente para este deslocamento.

Estes estudantes também movimentam a economia local pois fazem compras no comércio da cidade sede da UESB, fazem suas refeições e em casos mais específicos até mudam de residência quando conseguem empregos na sede.

A instituição tem sido cada vez mais um pólo de atração para vários estudantes externos que vêm tentar vestibular para os seus 36 cursos atualmente implantados nos três campi.

A força de atração da universidade têm sido cada vez maior, o que vêm paralelamente motivado o também crescimento da sua estrutura física e acadêmica, conforme já mencionados em itens anteriores.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

FAIXA ETÁRIA E GÊNERO DOS ALUNOS DA UESB

14. FAIXA ETÁRIA E GÊNERO DOS ALUNOS


O gráfico abaixo demonstra o quadro de idade dos alunos da universidade; como se pode perceber tem-se um grupo significativo, de 300 a 800 discentes na faixa dos 18 a 25 anos, a partir dos 25 anos o número de alunos vai decrescendo, em certos momentos significativamente e em outros um breve equilíbrio de valores sempre abaixo dos 400 alunos.

Dos 30 anos em diante o número de alunos decrescente abaixo dos 100, até atingir alguns poucos indivíduos com mais de 50 anos.

Assim, o perfil dos alunos da UESB é constituído de pessoas jovens, conforme se observa no gráfico abaixo:


Com respeito ao gênero, o feminino e masculino é bem equilibrado no campus de Vitória da Conquista, apresentando diferenças de não mais de 30% entre si apenas nos campus de Jequié e Itapetinga, de acordo gráfico abaixo:

terça-feira, 28 de outubro de 2008

IMPACTOS DA UESB NA ECONOMIA LOCAL

15. IMPACTOS DA UESB NA ECONOMIA LOCAL

Uma instituição de ensino superior provoca impactos, segundo Lopes 2003, influenciando toda uma sociedade que está envolvida diretamente com estas instâncias e se desenvolve à mercê dela, segundo esquema elaborado pelo próprio autor:


São duas categorias de impactos: diretos - envolvendo várias despesas que a instituição, os docentes e discentes geram a partir da universidade e os impactos indiretos - que são os gastos que estas três facções têm também em função da universidade, ou seja, o primeiro impacto aborda as despesas e o segundo os gastos delas.

E neste caso a UESB já se caracteriza como uma das maiores referências de impulso ao desenvolvimento da região Sudoeste e das cidades onde se localiza, provocando um significativo envolvimento e crescimento de várias atividades do comércio, industrial e cultura local.

Na rede imobiliária o crescimento da rede de aluguéis, venda e construção de imóveis, principalmente nas vias de acesso à instituição, tem sido cada vez maior, mudando a paisagem da cidade com novas construções de edifícios, condomínios e pavimentação de ruas e avenidas.

Paralelamente o comércio vai acompanhando esta expansão dado o advento de implantação de novas livrarias e papelarias, lojas de roupas e sapatos, farmácias, produtos de informática, eletrodomésticos, supermercados, postos de gasolina e outros e de maneira bastante evidente a implantação de restaurantes e fast-food .

A oferta de serviços também sofre influência com a implantação e expansão de clínicas especializadas nas mais variadas modalidades de saúde, laboratórios de análises clínicas, bancos, lavanderias, hotéis, táxis, empresas de transportes coletivos e muitos outros.

O surgimento de outras universidades de cunho particular e pública vêm se instalar em função da formação de público que se forma em busca de realizar um curso superior, tanto dentro das cidades da universidade como de outras localidades próximas e por conseqüinte mais distantes.
O aparecimento de cursos preparatórios para concurso vestibular ou mesmo de escolas de ensino fundamental já direcionadas à preparação do aluno para cursar vestibular.

O setor de entreterimento, muitas vezes, também localizado nas vias de acesso à universidade sofre um acréscimo considerável com novas instalações de bares, pizzarias, sorveterias, lanchonetes e outros.

Daí a origem do desencadeamento deste quadro tem sido muito impulsionado pela processo migratório de pessoas que vêm das suas cidades de origem para estudarem na UESB. E esta camada de pessoas acaba por movimentar toda uma infra-estrutura e rede de serviços para atender as novas demandas vigentes que não param de crescer.

O fenômeno é típico de centros de produção de conhecimento e tecnologia que têm sido hoje um dos grandes propulsores dos desenvolvimentos locais.

sábado, 25 de outubro de 2008

PÓLO DE CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO ENDÓGENO

16. CONCEITOS DE PÓLOS DE CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO ENDÓGENO

François Perroux(1960) elaborou a Teoria da Unidade Econômica dominante que posteriormente passou a ser conhecida como a Teoria dos Pólos de Crescimento, assim Pólo de Crescimento, na sua concepção, surge com o aparecimento de uma indústria motriz que provoca a separação dos fatores de produção, concentra o capital sob um mesmo poder e decompõe as tarefas e a mecanização.

É uma indústria de grande porte, de notável crescimento e que possui uma interdependência com outras indústrias criando assim um complexo industrial.

Deste modo atrai matéria-prima, mão-de-obra, outras indústrias não concorrenciais, provocando aglomeração urbana em seu entorno, desenvolvendo as atividades terciárias regional.

Tal fato provoca muito mais a vendagem de produtos das indústrias em seu entorno do que os delas próprias, pois aquelas podem utilizar seus produtos que precisam menos de transformação, sendo o valor adicional mínino.

Segundo Perroux, as indústrias motrizes são fortes agentes de ondas de inovações, pois geralmente são indústrias novas e nada impede que mudanças tecnológicas venham a se implantar nos setores já estabelecidos.

Ainda para Perrroux, os pólos podem ser: pólo-nação, pólo-região e pólo-cidade, na primeiro caso tem-se os países foco( ou de centro) e os países satélites ( ou de periferia) de acordo o tamanho e dinamismo das suas economias.

O pólo-região está atrelado aos eixos de desenvolvimento, nós de tráfego, zonas e pontos de desenvolvimento, onde cada um destes itens contribuiria em sua particularidade e em conjunto para o desenvolvimento de uma região; como por exemplo, a existência de uma estrada que atrelada a outros bens complementares teria um efeito de agente provocador de concentração populacional.

O pólo deve ter como meta acelerar sua forca centrípeta, de atração, em detrimento a ação das forças centrífugas, daí depende a sua extensão estrutural.

Desde modo ainda existe uma hierarquia entre os pólos: internacionais, nacionais, macrorregionais, regionais, sub-regionais e locais; denotando que eles não são unidades isoladas, ocupam posições bem definidas atraindo e sendo atraídos uns pelos outros.

Nesta dinâmica Michel Rochefort (1966) aborda os chamados centros de polarização que seriam determinados por fluxos locais – são numerosos e caracterizados pelos serviços imediatos: comércio de alimentos, farmácias, escolas primárias, lojas de ferragens e outros; fluxos sub-regionais - compostos por serviços mais especializados, como médicos especializados e escolas secundárias; fluxos de pequena região – composto por serviços bem diversificados: bancos, consultores, comércio variado e outros; fluxos de grande região – além dos serviços básicos, ainda dispõe possuem universidades, grandes hospitais, teatros, consultorias e outros e os fluxos nacionais – possuem influência sobre todo o país com serviços de administração pública, bancos de atuação nacional e outros.

Segundo Richardson a polarização está ligada a quatro estágios de evolução: primeiro – a região é pré-industrial, com população dispersa no seu interior; segundo – o crescimento se dá inicialmente no centro, ficando a periferia ainda dependente deste; terceiro – o crescimento passa a se dispersar na região atingindo outras indústrias e quarto – há a busca de uma integração entre os subespaços formados englobando até mesmo outras regiões.

a) Formas de Desenvolvimento Polarizado:

Assim, a partir da teoria dos pólos de crescimento e da localização, foi possível identificar algumas formas de desenvolvimento polarizado a saber:

  • Economias de aglomeração: são caracterizados por interdependência entre as atividades, concentração de mão-de-obra especializada e disponibilidade de serviços diversos;

  • Pólos de integração: caracteriza-se por ter como meta promover a integração comercial entre os países;

  • Eixos de desenvolvimento: são caracterizados por vias de transporte ou de centros de crescimento com infra-estrutura para atividades industriais e prestação de serviço;

  • Efeitos propulsores e regressivos: os primeiros impulsionam o encadeamento da produção e do emprego e o segundo por conta da demanda os preços aumentam provocando estagnação.

Neste contexto há uma observação importante a abordar que dizer que nem todo pólo de crescimento provoca um desenvolvimento da região, pois é sabido que em virtude da concentração da economia central, que pode acontecer nestes casos, a periferia ou as estruturas no seu entorno podem não se desenvolver, travando o desenvolvimento real da região.

b) Forças endógenas no crescimento regional

Nem toda região tem o poder de atrair uma indústria motriz, inovadora ou de grande dimensão para provocar o seu desenvolvimento; assim é preciso que as regiões se organizem em torno do que leva ao seu desenvolvimento econômico e para tanto existem vários agentes inovadores tais como: universidades, centro de pesquisas, agências de fomento à pesquisa, prefeituras e outros.


Estes setores têm a função de provocar a inovação, reduzir custos das empresas e estimular o empreendedorismo; é preciso haver então uma comunhão entre empresas e instituições para tal.
Aqui localiza-se os elementos endógenos de desenvolvimento de uma região que precisa buscar nas suas forças internas este objetivo, que é o meio real que a mesma dispõe de atração do capital.

Têm-se então um conjunto de elementos que em parceria com o setor industrial e ou empresas formam um meio propício ao desenvolvimento econômico local.

As universidades e agências de fomento à pesquisa, por exemplo, através da formação da mão-de-obra especializada, incentivo à pesquisa, projetos e outros provocam inovações locais, levam a fabricação, de novos produtos e ou serviços especiais para a região.

As universidades e centros de pesquisa são responsáveis pela propagação do conhecimento e formação de uma nova cultura de desenvolvimento, baseada no saber científico e respaldada pela investimento em novos produtos e serviços.

À esta dinâmica pode-se denominar de região inteligente, que não se esgota somente no investimento da ciência, mas nas relações entre inovações e território e aprendizado coletivo, o que quer dizer que seria uma região capaz de produzir idéias e conhecimentos que possam fluir em meio a uma infra-estrutura que lhe dar condições para se expandir.

Assim a chamada região inteligente gera, difunde e aplica o conhecimento através das universidades, centros tecnológicos, empresas, industrias e outros.

Também, o crescimento regional a partir das forças endógenas pode ser caracterizado como o desenvolvimento de baixo para cima, onde os elementos internos são incentivados e apoiados a crescerem de forma a darem impulso ao desenvolvimento de todo o território em questão, através do incentivo as potencialidades e habilidades humanas.

Este crescimento endógeno está pautado no investimento no fator humano e na distribuição da produção no processo, porém requer critérios inteligentes para que este mecanismo promova a sustentabilidade econômica, social, ecológica, cultural e espacial.

Por fim o desenvolvimento de uma região só acontece a longo prazo e está arelado as forças dos recursos naturais disponíveis, as políticas de incentivo e promoção dos setores produtivos e da participação social.

domingo, 19 de outubro de 2008

A UESB COMO PÓLO DE CRESCIMENTO REGIONAL

16. A UESB COMO PÓLO DE CRESCIMENTO REGIONAL

A UESB, tem um enorme potencial infra-estrutural e acadêmico onde através dos quais tem levado à mesma a exercer um papel bastante explícito de setor de influência para o desenvolvimento da região sudoeste da Bahia onde está localizada, vejam imagens em: http://www.flickr.com/photos/mapasgraficos/sets/72157609202644611/

Por estar distribuída em três campi: cidades de Vitória da Conquista, Jequié e Itapetinga, a sua presença espacial acaba facilitando ainda mais este papel do que se poderia chamar de setor de incentivo ao desenvolvimento local.

Também, pode-se correlacionar neste contexto o poder de atração que a universidade tem em relação às áreas circunvizinhas e regiões de outros estados do país, no que tange ao considerável fluxo de pessoas que vêm prestar curso na instituição.

Esta movimentação de pessoas tanto da própria região do sudoeste baiano, quanto do estado da Bahia e de algumas regiões do Brasil, provoca a demanda por uma infra-estrutura compatível e cada vez mais ampla para o novo quantitativo de pessoas que vêm estabelecer residência nas cidades de localização da Uesb.

O crescimento se dar em primeiro lugar por conta dos serviços tais como: aluguéis, restaurantes, supermercados, lavanderia, livraria, hotéis e outros, atrelado ao fato de que também a construção civil, principalmente na construção de novos edifícios de apartamentos tem crescido consideravelmente para fazer face à venda ou aluguel de imóveis.

Já os alunos que vem de fora representam um gasto considerável para a economia local, associada ao fato de que muitos acabam fixando residência nas cidades pois ao longo da sua estadia acabam prestando concurso ou seleção para empregos locais, se transformando assim em uma mão-de-obra volante em fixa.

O fluxo de candidatos externos é uma das principais premissas para que a UESB possa ser considerada hoje como um forte pólo de atração e desenvolvimento local da região sudoeste baiano, tendo como ponto de partida sua própria infra-estrutura física e acadêmica e diversas ações de pesquisa e extensão.

A UESB se encaixa perfeitamente no conceito de centro de polarização de Michel Rochefort (1966), que atrela este conceito aos diversos elementos que dão fluxo ou movimento de serviços e pessoas à uma região como: escolas, bancos, comércio variado, serviços especializados e outros;, e dentre eles estão exatamente as universidades, que são introduzidas pelo autor como itens de fluxos de grande região, pois podem exercer um poder de influência não somente limitado à sua região de origem mais sobre todo o país, como é o caso da UESB, quando observamos o fluxo de alunos que vêm de diversas partes do país para estudar na instituição.

Também na Teoria da Unidade Econômica de François Perroux (1960) conhecida como Teoria dos Pólos de Crescimento, apesar de estar associada ao teor de Pólo de Crescimento ligado ao aparecimento de uma indústria motriz que por seus mecanismos peculiares provoca o desenvolvimento de outras facetas da região, o autor cria escalas das ações dos pólos que vão desde o regional até o internacional, atrela estes pólos aos diversos elementos que contribuem, à sua maneira, ao dinamismo dos mesmos, onde ele chama de agentes provocadores do desenvolvimento, e no caso, se pode encaixar perfeitamente no conceito as universidades, e por que não dizer o caso da UESB na região Sudoeste da Bahia.

Ainda segundo Perroux, estes pontos de desenvolvimento têm função de provocar uma força centrípeta ou de atração para a região e isto depende da sua infra-estrutura e dinamismo próprio. No caso da UESB, pelo panorama apresentado nos itens de infra-estrutura física, de graduação, pós-graduação, pesquisa e extensão, é notório observar o seu caráter próprio de crescimento, levando a região à categoria de pólo de desenvolvimento local em crescente evolução para o nacional, seguindo os conceitos de hierarquia de pólos de desenvolvimento do citado autor.

Assim nem toda região têm uma indústria motriz que alavanque o seu desenvolvimento ou que seja atração para a mesma se instalar.

Neste caso existem podem existir os chamados agentes inovadores que são identificados como: universidades, centros de pesquisa, prefeituras, centros de fomento à pesquisa e outros.

Estes agentes cumprem a difícil tarefa de provocar a inovação, reduzindo os custos das empresas, estimulando o empreendedorismo e criando uma relação cada vez mais afinada entre empresa e instituição.

Neste contexto é que se identifica, paralelamente, o caráter endógeno de desenvolvimento da região, onde através das suas próprias forças internas de desenvolvimento advindas das ações empreendedoras e de formação de mão-de-obra especializada acabam criando um fluxo de produtos e pessoas cada vez mais competentes e importantes para o seu crescimento.

As universidades, como no caso da UESB na região Sudoeste, têm este papel, e a citada instituição tem feito sua tarefa de forma bastante considerável pois o comércio local tem recebido cada vez mais mão-de-obra especializada, parcerias têm surgido entre universidade e empresas, o próprio comércio têm se ampliado e diversificado em oferta de bens e serviços, têm surgido outros centros de estudo e pesquisa, como as universidades particulares, propagando ainda mais o conhecimento e formando uma nova cultura local, elevando o padrão intelectual da população em vários aspectos.

Pode-se também denominar a região, em função desta circunstância, de região inteligente que é outro conceito utilizado para casos desta natureza, ou seja, para regiões onde o investimento na ciência têm sido notável e não se resumindo apenas nele mas nas suas relações inovadoras com o território e na produção de conhecimentos oferecendo condições de expansão local.

Assim, a chamada região inteligente gera e difunde os conhecimentos através das universidades, indústrias, centros tecnológicos, empresas e outros; sendo que no caso da região Sudoeste têm-se encontrado nas outras universidades existentes e mais especialmente na UESB este papel.

Este é sem dúvidas um crescimento fudamentado no fator humano local e externo, uma vez que a sua principal característica se baseia na demanda de alunos que vêm estudar na UESB que é muito considerável, chegando ao patamar de 18.000 mil estudantes candidatos oriundos da própria região, do estado e de todo o país; dados estes constatados no último vestibular, realizado no início do ano de 2008.

Então a universidade passa a ser paulatinamente uma estrutura que cresce e vem dar sustentabilidade à infra-estrutura econômica, social, e cultura da região, tomando como força propulsora principal ao fluxo de pessoas que vêm de várias outras localidades, para se candidatarem à uma vaga na instituição e isto movimenta e transforma a região em um pólo de atração e conseqüente crescimento em função da universidade.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

CONSIDERAÇÕES FINAIS

18. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A UESB é bem geograficamente distribuída em alguns municípios com características físicas afins na região Sudoeste da Bahia, através de três campi estrategicamente instalados nas cidades de maior destaque na região como: a cidade de Vitória da Conquista: área de planalto, alta altitude e temperatura fria, a cidade de Jequié: área de pediplano, baixa altitude e temperatura elevada e a cidade de Itapetinga: área de planalto, mais de baixa altitude e temperatura também elevada, sendo que na região como um todo há o domínio de vegetação de caatinga.

Assim, a condição geográfica associada a sua infra-estrutura física interna composta de vários módulos de sala de aula, bibliotecas, laboratórios, salas de informática, restaurante, lanchonetes, ginásios de esportes, módulos administrativos e centros acadêmicos, apontam a universidade como um dos mais promissores elementos de desenvolvimento regional, endossado pelo vertiginoso crescimento de pessoas que vêm de outras localidades para disputarem uma vaga na academia.

Na infra-estrutura acadêmica são 36 cursos de graduação atualmente, várias especializações e mestrados, alguns doutorados e muitas atividades de pesquisas ligadas à vários órgãos financiadores e ações extensionistas ligadas especialmente à comunidade.

São diversos alunos de municípios do Sudoeste, Bahia e Brasil vindo para a UESB, que agregados aos das cidades sedes, vêm proporcionando um crescimento do número de residências, prédios de apartamentos, pavimentações de avenidas, áreas de entreterimento e tantas outras condições de infra-estrutura das cidades, tendo nestes elementos verdadeiros agentes propulsores do desenvolvimento.

Neste contexto a UESB, de um modo geral, vêm se despontando como um forte pólo de crescimento local através da formação de uma mão-de-obra qualificada e de atividades de pesquisa e extensão que muito contribuem para a expansão do comércio e serviços locais.

E em uma escala mais ampla, a universidade também é um pólo de atração para muitas pessoas do estado da Bahia e do Brasil que vêm estudar e desfrutar do que a instituição tem a oferecer.

A UESB se configura hoje como um centro inovador e incentivador do desenvolvimento local, geradora de recursos e infra-estrutura, e criadora de uma nova mentalidade cultural baseada nas suas atividades acadêmicas cada vez mais ampliadas e das parcerias com órgãos e instituições nacionais e internacionais, como por exemplo, os dois últimos convênios firmados para realização de doutorado com universidade da Noruega e Espanha.

Atividades como esta projetam a universidade no âmbito do cenário internacional e traz grandes benefícios para a região, a partir do momento em que o fluxo de pessoas envolvidas aumenta e a troca de conhecimentos e cultura se entrelaçam e se afinam com o passar do tempo.

Portanto o futuro da UESB é promissor tomando como base a sua força de atração explicitada por atrair efetivos humanos externos, ao espírito empreendedor que têm suscitado na comunidade e nas suas ações, elevando-a à um dos principais patamares para o crescimento e projeção da região onde se localiza.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

FONTES

  • Souza, Nali de Jesus. Teoria dos Pólos, Regiões Inteligentes e Sistemas Regionais de Inovação. Análise, Porto Alegre, V.16, n°1, p. 87-112, Jan/Jul. 2005.

  • Silva, Jorge Antônio Santos. Turismo, Crescimento e Desenvolvimento: Uma Análise Urbano Regional Baseada em Cluster. Disponível em: http://www.eumed.net/tesis/jass/15.htm. Capturado em: 29/10/08.

  • Oliveira, Gilson Batista de. & Lima, José Edmilson de Souza. Elementos Endógenos do Desenvolvimento regional: considerações sobre o papel da sociedade local no processo de desenvolvimento sustentável. Revista FAE, Curitiba, V.16, n° 2, p.29-37, maio/dez. 2003.

  • Lopes, Roberto Paulo Machado. Universidade Pública e Desenvolvimento Local: uma abordagem a partir dos gastos da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Vitória da Conquista, Edições UESB, 2003.

  • Relatório do Vestibular 2007. Copeve & Consultec, UESB, 2007.

  • Relatório de Atividades da UESB 2007. Assessoria de Planejamento da UESB - Asplan, UESB, 2007

  • Home-Page da SEI: http://www.sei.gov.br/ Capturado em 23/11/08.

  • Home-Page do IBGE: http://www.ibge.gov.br/ Capturado em 30/11/08.

  • Software MapViewer. Laboratório de Geoprocessamento, UESB, 2008.

  • Software Excel 2007. Laboratório de Geoprocessamento, UESB, 2008.

  • Dados do Sistema Acadêmico Sagres. UINFOR, Uesb, 2008.

  • Fotos dos três Campi da UESB. Ascom, UESB, 2008.